Em meio a pandemia o terror, medo e pânico da morte próxima se instaurou. Há também os incrédulos, afirmam que não passa de histerismo.
Teorias e mais teorias, conspiratórias ou reais.... a verdade é uma só: Só Deus pode nos salvar e acalentar nossos corações perturbados.
Os sinais de Sua vinda mais se mostram, cada vez mais próxima e o que estamos a fazer? Juntando prata e ouro nesta terra? Gozando dos prazeres da carne? Ou buscando nos tornarmos melhores?
É tempo, ainda há tempo de nos prostrarmos e nos entregarmos ao Deus de nossas vidas.
O Senhor é misericordioso, nos compreende e nos perdoa, lava nossas almas impuras e pecadoras, nos renova com Seu Santo amor.
A palavra de Deus nos diz em Atos 2: 21 e 38: "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo." "...Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo."
É tempo, tempo de nos reconciliar e de nos aproximarmos de Deus, clamar por seu perdão e pedir que nos salve desta geração perversa e de trevas em que nos encontramos.
Ainda que padecemos a dor da carne que livremos nossa alma da dor e sofrimento eterno.
Através da crise podemos nos reconectarmos com nós mesmos e buscarmos nossa essência, evoluirmos e aflorar o melhor que possuímos.
Em meio ao pânico instaurado eu consegui encontrar amparo no meu Pai que nunca me abandonou, que nunca me deixou desamparada mesmo com todas as minhas falhas.
Em meio ao medo encontrei a razão. Em meio ao terror encontrei paz.
Em meio ao caos encontrei solução, equilíbrio.
O silêncio pairou sobre a terra, a fumaça se dissipou e assim é possível ouvir e ver a presença de Deus no meio de nós. A terra iniciou seu processo de cura e possibilitou que nós nos curássemos do rancor, do egoísmo, da ganância, ira....
Em tudo dai graças, em tudo sejais gratos pois mesmo em meio ao caos fomos agraciados com o presente de reflexão, agraciados com a benevolência do aviso do nosso Senhor de nos rendermos.
Incomparáveis são Tuas promessas pra mim, pra nós.
Veni, Vidi, Amavi...
sexta-feira, 17 de abril de 2020
segunda-feira, 2 de março de 2020
SER MADRASTA
Madrasta é aquilo que a gente nunca planejou ser.
Planejamos, quando criança, ser sereia, aeromoça, ser mãe, ser jogadora de futebol, ser tia, ser presidente da República ou astronauta. Mas madrasta não. Madrasta nunca esteve nos planos.
Mas a vida é assim mesmo, cheia de curvas que nos levam a lugares inesperados. Lugares lindos, mas ainda assim desconhecidos e cheio de sombras, cavernas e dúvidas. E o posto de madrasta é um dos lugares desconhecidos mais incertos no qual a gente já esteve.
Ser madrasta - e também padrasto- é contar com presunção inicial desfavorável. A mãe, o pai, os tios, todos são presumidos como bons, como fonte de amor e de sorte. Só se pensará o contrário se eles fizerem algo de errado. Já a madrasta e o padrasto fazem o caminho oposto. São presumidos como ameaça, como foste de insegurança, poço de dúvidas. E terão que remar contra a corrente para provar que são bons e que merecem alguma credibilidade.
E você, que sempre teve certeza de ser a pessoa mais bacana possível, se vê nessa estranha posição de haver dúvidas a seu respeito, para as quais você nunca contribuiu. De repente você já não é visto como aquilo que sempre teve certeza de ser.
Ser madrasta é dar banho. É tirar os verdinhos da comida. É ter pacote de bolacha aberto na bolsa. É ser acordada às 8 da manhã no sábado. É limpar bumbum. É buscar na escola. Fazer lição de casa. Esquentar o leite, esfriar a sopa. É segurar no colo. É fazer praticamente tudo (ou tudo) o que os pais fazem, com a consciência de que você nunca vai usufruir da incondicionalidade da qual eles usufruem.
Alguns de nós já contam com certas regalias. Ser convidado para as festas da escola. Receber um abraço no dia das mães ou do dia dos pais. Aparecer nos desenhos de família que eles fazem na escola. Outros não. Outros fazem tudo o que os pais fazem, mas seguem numa posição um pouco marginal, como se fossem os bons o bastante para algumas coisas, mas não para outras.
Definitivamente não é fácil.
Ser madrasta é se apaixonar e se entregar para um pessoinha que talvez nunca seja nossa. É ter que ser chata como os pais e nunca poder ter a leveza de uma tia, nem de uma avó. É ter que medir as palavras para dar uma bronca que os pais podem dar sem pensar duas vezes. É ter um certo medo do futuro, de não saber se nosso amor seguirá sendo correspondido. E mesmo assim seguir amando.
Na verdade isso nunca esteve nos planos de ninguém. Nem da mãe, nem do pai, nem da criança, nem da madrasta, nem do padrasto. Ninguém contava com isso no início. Mas esses rumos estranhos da vida nos colocaram aqui por alguma razão. E todos temos que aprender a lidar com isso, especialmente pelo bem das crianças.
É preciso ter força, ter maturidade e, frequentemente, colocar nossos interesses em segundo lugar. Mães e madrastas não podem ser concorrentes, pais e padrastos não podem ser inimigos. Somos adultos demais para isso. Todos temos nossas inseguranças, mas elas não podem ser maiores que o nosso interesse de dar uma vida feliz e equilibrada aos pequenos (às vezes já não tão pequenos).
Ser madrasta é ser muito. É tentar ser o melhor possível. Tentar não invadir o espaço alheio e ao mesmo tempo tentar demarcar o nosso. É cuidar com algum medo, caminhar com algumas dúvidas. É brigar diariamente com estereótipos, é sofrer com os modelos Disney de madrastas. É uma corda bamba muitas vezes ingrata. Ser madrasta nunca esteve nos planos, mas o inesperado por vezes traz grandes presentes. E não há presente maior do que olhar para eles e perceber que, entre trancos e barrancos, a gente construiu uma relação de amor.
Fonte: https://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/ser-madrasta/

Obrigada meu amorzinho por me tornar sua madrasta, por me fazer seu amparo quando se machuca, ou apenas quando queres um dengo. Obrigada por se tornar vida minha. Por ter nascido do meu coração. Meu pequeno grande amor.
Planejamos, quando criança, ser sereia, aeromoça, ser mãe, ser jogadora de futebol, ser tia, ser presidente da República ou astronauta. Mas madrasta não. Madrasta nunca esteve nos planos.
Mas a vida é assim mesmo, cheia de curvas que nos levam a lugares inesperados. Lugares lindos, mas ainda assim desconhecidos e cheio de sombras, cavernas e dúvidas. E o posto de madrasta é um dos lugares desconhecidos mais incertos no qual a gente já esteve.
Ser madrasta - e também padrasto- é contar com presunção inicial desfavorável. A mãe, o pai, os tios, todos são presumidos como bons, como fonte de amor e de sorte. Só se pensará o contrário se eles fizerem algo de errado. Já a madrasta e o padrasto fazem o caminho oposto. São presumidos como ameaça, como foste de insegurança, poço de dúvidas. E terão que remar contra a corrente para provar que são bons e que merecem alguma credibilidade.
E você, que sempre teve certeza de ser a pessoa mais bacana possível, se vê nessa estranha posição de haver dúvidas a seu respeito, para as quais você nunca contribuiu. De repente você já não é visto como aquilo que sempre teve certeza de ser.
Ser madrasta é dar banho. É tirar os verdinhos da comida. É ter pacote de bolacha aberto na bolsa. É ser acordada às 8 da manhã no sábado. É limpar bumbum. É buscar na escola. Fazer lição de casa. Esquentar o leite, esfriar a sopa. É segurar no colo. É fazer praticamente tudo (ou tudo) o que os pais fazem, com a consciência de que você nunca vai usufruir da incondicionalidade da qual eles usufruem.
Alguns de nós já contam com certas regalias. Ser convidado para as festas da escola. Receber um abraço no dia das mães ou do dia dos pais. Aparecer nos desenhos de família que eles fazem na escola. Outros não. Outros fazem tudo o que os pais fazem, mas seguem numa posição um pouco marginal, como se fossem os bons o bastante para algumas coisas, mas não para outras.
Definitivamente não é fácil.
Ser madrasta é se apaixonar e se entregar para um pessoinha que talvez nunca seja nossa. É ter que ser chata como os pais e nunca poder ter a leveza de uma tia, nem de uma avó. É ter que medir as palavras para dar uma bronca que os pais podem dar sem pensar duas vezes. É ter um certo medo do futuro, de não saber se nosso amor seguirá sendo correspondido. E mesmo assim seguir amando.
Na verdade isso nunca esteve nos planos de ninguém. Nem da mãe, nem do pai, nem da criança, nem da madrasta, nem do padrasto. Ninguém contava com isso no início. Mas esses rumos estranhos da vida nos colocaram aqui por alguma razão. E todos temos que aprender a lidar com isso, especialmente pelo bem das crianças.
É preciso ter força, ter maturidade e, frequentemente, colocar nossos interesses em segundo lugar. Mães e madrastas não podem ser concorrentes, pais e padrastos não podem ser inimigos. Somos adultos demais para isso. Todos temos nossas inseguranças, mas elas não podem ser maiores que o nosso interesse de dar uma vida feliz e equilibrada aos pequenos (às vezes já não tão pequenos).
Ser madrasta é ser muito. É tentar ser o melhor possível. Tentar não invadir o espaço alheio e ao mesmo tempo tentar demarcar o nosso. É cuidar com algum medo, caminhar com algumas dúvidas. É brigar diariamente com estereótipos, é sofrer com os modelos Disney de madrastas. É uma corda bamba muitas vezes ingrata. Ser madrasta nunca esteve nos planos, mas o inesperado por vezes traz grandes presentes. E não há presente maior do que olhar para eles e perceber que, entre trancos e barrancos, a gente construiu uma relação de amor.
Fonte: https://emais.estadao.com.br/blogs/ruth-manus/ser-madrasta/

Obrigada meu amorzinho por me tornar sua madrasta, por me fazer seu amparo quando se machuca, ou apenas quando queres um dengo. Obrigada por se tornar vida minha. Por ter nascido do meu coração. Meu pequeno grande amor.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Anjo Demônio da Evolução
"... O crescimento científico é exponencial. Alimenta-se de si mesmo como um vírus. Cada novo avanço abre caminho para outros novos avanços. A humanidade levou milhares de anos para evoluir da roda para o carro. E apenas décadas do carro para o espaço. Atualmente, calculamos por semana o progresso científico. Estamos girando fora de controle. O abismo entre nós se aprofunda sem parar e, à medida que a religião vai ficando para trás, as pessoas se vêem em um vazio espiritual. Imploramos pelo sentido das coisas. E, acreditem, imploramos de fato. Vemos OVNIs, frequentamos médiuns, buscamos contato com os espíritos, experiências extracorpóreas, uso do poder mental - todas essas idéias excêntricas têm um verniz científico, mas são descaradamente irracionais. São o grito desesperado da alma moderna, solitária e atormentada, deformada por seu próprio esclarecimento e por sua incapacidade de aceitar que haja sentido em qualquer coisa que seja estranha à tecnologia. [...]
- A ciência, dizem vocês, vai nos salvar. A ciência, digo eu, nos destruiu." (Citação retirada do livro Anjos e Demônios - págs. 315 e 316)
O amor acabou, o brilho nos olhos, o coração saltitando pela boca, o arrepio e a sensação de borboletas no estômago acabaram. Acabou-se o respeito e a hierarquia. Conserto não mais existe.
Hoje se ganha um "romance" através de uma tela, escolhe-se com quem se vai deitar, da mesma forma que se escolhe um prato em um cardápio de restaurante, só que sem sair de casa.
Os enamorados não mais buscam fazer a relação dar certo, apenas pulam pra próxima, como se trocassem de celular que se quebrou.
Os filhos tratam seus pais como colegas da rua - "po cara!".
Acabo de completar 28 anos e sinto que minh'alma nasceu no século passado. Entendo que não adianta insistir em uma relação falida e sem respeito, mas não consigo admitir abrir mãos de pessoas como se joga fora um aparelho quebrado. Aliás, até mesmo os aparelhos muitas vezes existe conserto, mas pela praticidade que a tecnologia nos trouxe e o consumismo nos induz, preferimos trocar ao menor sinal de defeito.
Onde vamos parar? Uma sociedade egoísta, solitária e doente. Pessoas sempre postando "saudade" "#tbt", mas ao se encontrar com as pessoas continuam presos a uma tela de retina e a distância parece ser muito maior que aquela distanciada por quilômetros.
Filhos e pais conversam via mensagem de texto, DR entre casais a mesma coisa. Amigos matam a saudade tirando foto para postar. E o calor do abraço apertado?
Meu Deus onde vamos parar? A tecnologia que antes era vista como instrumento de aproximação e evolução, destruiu qualquer tipo de relacionamento, distanciou os mais próximos e retrocedeu o afeto.
Coisas simples como o cheiro das páginas de um livro novo, a dorzinha gostosa de arrancar a cabeça do dedão jogando bola na rua, as lembranças de uma infância cheia de amigos que vinham lá do outro quarteirão, o frio na barriga de chegar naquela menina e não tomar um fora, o medo de passar um bilhete cheio de fofoca durante a aula sem ser pego pela professora.... e o bombril na antena da TV? O casal colocando a família em primeiro lugar e os filhos pedindo permissão pra sair da mesa depois de almoçar.
Como diz minha mãe "é preciso entender a diferença de liberdade com libertinagem". - É preciso usar a evolução tecnológica a nosso favor e não para afundar a sociedade em uma solidão disfarçada. É entender que a ciência pode ser nosso Anjo ou nosso Demônio, basta saber a que forma usaremos.
Sejamos o bom futuro, resgatemos o bom do passado e aproveitemos o melhor do futuro, sempre em equilíbrio.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
À você minha pequena Tâmi
Me espera
(Sandy Leah Lima/ Tiago Iorczeski/ Lucas Scholles Lima)
Eu ainda estou aqui
Perdido em mil versões irreais de mim
Estou aqui por trás de todo o caos
Em que a vida se fez
Tenta me reconhecer no temporal
Me espera
Tenta não se acostumar eu volto já
Me espera
Eu que tanto me perdi
Em sã desilusões ideais de mim
Não me esqueci de quem eu sou
E o quanto devo a você
[...]
Mesmo quando eu descuido (me desloco)
Me deslumbro (perco o foco)
Perco o chão ( e perco o ar)
Me reconheço em teu olhar (que é o fio pra me guiar)
De volta, de volta
[...]
Eu ainda estou aqui
(Sandy Leah Lima/ Tiago Iorczeski/ Lucas Scholles Lima)
Eu ainda estou aqui
Perdido em mil versões irreais de mim
Estou aqui por trás de todo o caos
Em que a vida se fez
Tenta me reconhecer no temporal
Me espera
Tenta não se acostumar eu volto já
Me espera
Eu que tanto me perdi
Em sã desilusões ideais de mim
Não me esqueci de quem eu sou
E o quanto devo a você
[...]
Mesmo quando eu descuido (me desloco)
Me deslumbro (perco o foco)
Perco o chão ( e perco o ar)
Me reconheço em teu olhar (que é o fio pra me guiar)
De volta, de volta
[...]
Eu ainda estou aqui
Resiliência
De repente nos deparamos frente ao espelho e não reconhecemos a imagem projetada, nesse momento é hora de parar e reavaliar toda sua jornada.... se reprogramar.
Um dos piores sentimentos que vivi nos últimos dias foi exatamente não me reconhecer, e não me refiro a estética (inclusive nesse aspecto estou até bem contente com a fase que me encontro).... é além, muito além. É não reconhecer sua essência, perceber que você mudou tanto ao ponto de não mais se reconhecer.
É, doeu ver aquela imagem projetada e nada encontrar daquela doce menina de grandes bochechas, franjinha escorrida e com o brilho mais lindo nos olhos. Me senti seca.
Num momento desses de déficit de atenção joguei meu nome no senhor google... e olha só o que encontrei: um blogger antigo e "empoeirado", perdido no tempo. Lembrei que sempre amei escrever, aliás a escrita sempre foi a melhor forma que eu tinha para externar meus sentimentos e que com o tempo eu negligenciei. Corri na caixinha das lembranças e um flashback passou em minha mente. Meu Deus como pude deixar que seres maus tirassem de mim meu dom.... de amar sem restrição, sem medo de externar.
Bem, após ler todos aqueles textos e cartas decidi retomar o que fiz pela última vez em 20 de dezembro de 2013. Tentei reativar o "Infinito Amor", mas login e senha se perderam no tempo. Desanimei. Mas porque não recomeçar? Resiliência que chamam por ai, não é mesmo? rs
resiliência
substantivo feminino
- 1.FÍSICApropriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica.
- 2.FIGURADO (SENTIDO)•FIGURADAMENTEcapacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.
E é através deste que começa minha resiliência, externando os mais puros sentimentos em um amontoado de palavras, dando forma a versos, frases.... cartas vindas de um coração que pulsa forte, com sede de amor e paz.
Dedico cada palavra aqui escrita a você que dedicar-se a ler, dedico ao universo.... e que cada sentimento aqui externado ecoem transformando-se em luz, em energia de vida.
Obs.: O tema foi delicadamente pensado em transmitir a verdadeira essência do que é buscado.... "Eu vim, Eu vi, Eu amei..." Seja qual for a experiência vivida, que o amor seja sempre maior, a fim de reconhecer o melhor em tudo.
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